sexta-feira, 18 de junho de 2010

Por falta de adeus, tchau!


Quando a noite caiu já previa o que poderia acontecer.
Fiquei quieto.
Desejei que o mundo a minha volta sumisse e
nunca mais voltasse.
Em minhas preces busquei com toda fé
um meio de me libertar do dias,
que em sonhos,
vc vinha me visitar.
Fico parado.
Não me movo,
na esperança de vc desistir e ir embora,
mas sinto em seu olhar o mesmo peso
que vc descarregou sobre meu ainda frágil corpo.
Meus músculos convulsionam numa reação incotrolável de espamos.
Acordo sentado em minha cama.
No rosto um frio suor escorre lento rasgando minha pele.
Uma lágrima que não vem sufoca minha garganta e
engasgado tento gritar.
Grito de horror que sai como um sussurro,
breve,
silêncioso,
dolorido.
Não, não venham me consolar nesta noite,
deixe que o dia amanheça como de costume e
leve em seu replandecer o amargo gosto da solidão.
Solidão que desejei nas noites sujas que insistiam em dilacerar minha alma
e que hoje amaldiçoo por não saber como me livrar mais dela.


É meus caros encantoados(nossa agora que descobri isso, lerdo prá cacete!) tamos aí de volta com mais um eximio textinho sobre esta maldita coisa chamada solidão. De boa: como dói isso! Parece até praga mas quando vc acha que pode lidar com ela, acontece sempre algo bem imbecil que te dá uma rasteira, te joga no chão e ainda pisa em cima. (Nossa que lugar mais comum isso, mas tdo bem). Enfim, acho que to desistindo de tdo mesmo, cansei de procurar alguma coisa que faça algum sentido nisso tdo, sou burro demais para conseguir entender o que há para se aprender com isso.(Se alguém disser que eu to fazendo drama vai levar um soco vlw?).

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ritos de passagem IV


Tá vendo que mulher gostosa aquela ali?
Qual?
Aquela ali na sua frente.
Junto com aquele menino bonito?
(a dor de um tapa na cabeça)
Cala boca moleque homem num acha outro bonito não!

domingo, 6 de junho de 2010

Sei lá...


Sei lá...
sentimento estranho de quem não quer dizer nada,
pensar naquilo que me norteei
e dirigir um absurdo dialeto em busca do amor.
Quando o dia nasceu eu ainda estava em transe,
mas o vento seco veio cortar minha boca,
veio sussurrar em meu ouvido uma canção de melancolia
e quando acordei era só vc ali na minha cama.
Delirante ser que um dia volta em minha mente,
toma minha alma,
resgata meus instintos
e descobre meu corpo em puro e límpido desejo de amar.


Mas estranho pensar naqulio...



... absurdo sentimento em busca do amor.
Ah o Amor....Pelo que percebo ele vai muito bem até a pagina 25...



...depois disso é sempre a mesma história.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Um dia


E um dia eu vou estar limpo,
alma pura de um menino que corre livre
pelos campos ensolarados.
Um dia vou amar demais,
quanto mais caber em meu coração,
deixar que o tempo pare em cada toque,
em cada beijo,
em cada olhar.
Um dia vou ser livre das mascaras
que escondem meu rosto e
sufocam na garganta um grito de liberdade,
vou dixar que minha alma siga seu rumo certo e
nunca mais ninguém impedir de ser quem eu sou.


Ainda sobra uma restia de esperança de que tdo isso aconteça....



... um dia.