domingo, 29 de novembro de 2009

Untitle # 10


Eu só viveria, se assim fosse, possivel amar.
Deixaria de lado todas as questões que rodeiam meu itinerário de sobrevivencia e acabaria apenas embarcando nessa viagem de sentir o peito abrindo em flores que trouxe para vc.


Eu só viveria, se assim fosse, possivel amar.

Deixaria os brancos e palidos dias de rotina percorrer os horarios de eternidade, só para conter em meu ser a ansiedade de poder estar ao seu lado.


Eu só sobreviveria assim se fosse possivel amar.

Mas o amor se encontra do outro lado do muro, por onde espio, venero, desejo...




... mas fui impedido de atravessar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Paz


Se por acaso passares por aqui não esqueça de deixar em paz meu coração. Não me lembre daquela noite, não me digar que o amor existe, não me iluda que sou especial para vc. Deixe que ar impuro que entra em meus pulmões, arranque qualquer sinal de sua existencia, todas as lembranças, todos os sentimentos. Agora é tarde para um recomeço, agora é tarde para voltar a viver... Por isso se por acaso passares por aqui...


...não se esqueça....




...deixe em paz meu coração.

Intenso


Intenso seria se eu dissesse que te amo, mas não, acabou no segundo após o ultimo beijo. Talvez eu tivesse te matado dentro de mim, quem sabe até fingido que nada aconteceu... E num segundo sem volta vi seu rosto distanciar num sorriso gélido de quem parte sem dizer adeus. Foi ai que entendi o que meu coração insiste em não acreditar...


....que um dia te amei, ....



...intenso como o segundo após o ultimo beijo.


Este poema é em homenagem a unica vez que eu senti que existia o amor exatamente a um ano atras.

domingo, 15 de novembro de 2009

A cor da poesia

Poesia branca no vapor que escorre pelo espelho.
Imagem distorcida do que uma dia se transformou.
O brilho dos seus olhos não se acha mais,
a força de seu sorriso se esvaiu,
forçado,
minguante...
e sua alma manchada
presencia um largo corte entre a mão e braço.

Poesia vermelha que escorre pelo ralo.
Mancha de carmim que se espalha no azulejo,
sugando de vez o ar que o sustenta lembrando:
inocência no fundo do quintal,
amor descartável
prazeres usados, mastigados e jogados no lixo...
e sua alma manchada
presencia um largo corte entre a mão e o braço.

Poesia negra que escorre pelo olhar.
Pupila dilatada sem euforia.
Coração acelerado sem paixão.
Um gosto amargo que sobe a boca:
_ Eu só queria não sentir o que eu sinto, me desculpe Mãe
palavras machucam mais que um punhal,
agora é tarde para se arrepender,
e sua alma manchada
presencia um largo corte entre a mão e braço.

Já não há mais poesia.
Só resta o silêncio...





e alma imaculada
presencia o largo corte ...



...das correntes.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Perguntas e resposta


Será que um dia eu terei a capacidade de perdoar?
Pelo medo que me causou
Pelos pesadelos que me criou
Pela infancia que eu perdi?

Será que um dia vou poder esquecer?
A vergonha que eu senti
A culpa que carreguei
A dor que me matou?

Será que um dia vou voltar a viver?
Vou saber o que é o amor
Vou voltar a confiar
Vou poder me entregar?

Não! acho que nunca vou ser capaz de um dia ter de volta tudo aquilo que me roubou.
Pois, mesmo longe dos meus olhos ainda vejo aquele olhar assassinando a inocencia de um menino.


É meus queridos, não se assutem. A tempos venho tentando postar algo aqui e não tem saído nada que preste por estar tentando mascarar o inevitável. Desculpem por voltar assim, queria poder postar algo diferente mas não tá dando. Foram abertas as portas do meu inferno.

Desculpe!