domingo, 21 de dezembro de 2008

Eu não sei amar



Amo com uma intensidade tão grande
capaz incendiar minha alma.

Perco a razão.
Meu coração já não bate mais,
repete insistentemente: eu-te-amo.
Meus olhos se fixam em um único ponto
e não sou capaz de desvia-lo: vc.
A cada centímetro distante de vc
é como um oceano a nos separar.
Mas demonstro com uma frieza tão gélida
capaz de permanecer calado por horas a fio.
Faço vc domir,
só para observar o seu sono mais profundo.
Quando acordas,
finjo estar adormecido para que não notes o meu prazer.
Miro seu olhar quando o desvia,
contemplo o espaço vazio quando percebo que me fitas.

Conclusão: EU NÃO SEI AMAR.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Despedida


Hoje resolvi desistir da vida, morrer um pouco, deixar que os sonhos escorram por entre meus dedos, vermelhos como sangue que sai da minha veia. Não vou chorar, nem maldizer o mundo que um dia escolhi para viver, quero só estar em paz com aquele que nunca fui. Um dia amarrado em ilusões deixei cair no chão um pedaço de papel que tinha um nome escrito e que não poderei nunca mais pronunciar. Vem de longe essa minha vontade de não existir mas só agora percebi o quanto é importante isso acontecer. Então deixo minhas coisas para aqueles que um dia estiveram tão perto de mim mas nunca sequer me olharam. Deixo meu olhar futivo e inocente para aquele que um dia não soube respeita-lo e o arrancou de meu peito como um souvenir de colecionador. Deixo meus sonhos para aqueles que por estarem tão longe souberam chegar até mim e tocar o meu coração iluminando minha alma fazendo me sentir eu mesmo sem mascaras. E deixo meu amor... bem esse eu não deixo para ninguém pois nunca amei.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pulso, Vermelho, Ar e Culpa


Pulso
escorre pelos dedos
Vermelho
sangue quente que aquece minha pele gélida.
Ar
que me falta quando penso no que não existe mais
Culpa
que deixo aqueles que um dia não souberam me enxergar

vejo o dia passar por entre as lentes embaçadas dos meus óculos e deixo no chão, estirado, meu corpo cansado por não saber como agir.
lembra quando ainda achava possível ser feliz e apagar de vez uma vida de inútil viver? pois é, se foi, escorrendo pelo ralo de um banheiro imundo que escolhi para morrer.

Pulso
escorre pelos dedos
Vermelho
o sangue quente que aquece minha pele gélida
Ar
pela sua falta quando penso no que não existe mais
Culpa

sabe quando vc está se sentindo só, num mundo que não é o seu? pois quando me vi nesse lugar distante percebi o quanto sentido existe num copo vazio.
agora permaneço estático nesse chão gélido como um corpo que cai do décimo andar de um edifício na avenida central.


Pulso
escorre pelos dedos
Vermelho
como o sangue quente que aquece minha pele gélida
Ar

vem cá me mostra o que vc tem no seu coração, deixa eu participar neste ultimo segundo, apesar de não ser possível, da sua vida
largo o peso sobre o limo que me escorrega para dentro deste funil de vida que ainda me resta.

Pulso
escorre pelos meus dedos
Vermelho

agora toma tua mão na minha e venha participar do meu último sorriso antes de partir levando embora aquilo que não pude viver.
não me movo pelas forças que vão se trasportando para um lugar longe do meu corpo agora inerte.

Pulso
Puls
Pul
Pu
P


...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Alma em pedaços


Tento catar os restos de minha alma, migalhas de uma vida perfeita destruída num único ato de covardia e maldade. Volto ao mundo como um mendigo que busca afeto e carinho nas latas de lixo de um coração qualquer, mas está perdido o meu reconhecer de que um dia isso poderá mudar. Cerco por todos os lados perguntado ao primeiro olhar que me seduz: onde está o amor? e como resposta recebo o silencio de quem vê uma alma em frangalho, esfarrapada, destruída... Já não sei mais como lutar, então me sento no canto sujo de um beco sem saída a espera que mais um transeunte passe e me arremesse de dentro do seu coração uma pequena migalha de afeto e atenção.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Untitled # 1


Hoje eu só queria não ter acordado.
Não ter que sentir este medo quando tiver que voltar a dormir.
Dia quente como a febre que toma meu corpo e incendeia minha alma.
Agora falta pouco para me livrar das correntes que me prendem a vida
que eu não escolhi para viver.
Mas lá fora está escuro, vazio e não sei por onde ir.
Se um dia vc passar por aqui por favor não diga nada,
estenda sua mão,
entrelace os seus dedos ao meu coração
e me leve para onde não poderei mais te deixar.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Maldito sonho


Por quanto tempo ainda, vou ter vc em meus sonhos, a atormentar minha noite com luxúrias e devaneios?
Questão que me interrogo a cada manhã quando acordo.

Resta pouco tempo em meu coração até que vc surja arrancado aquilo que ainda não consegui experimentar.
Resta ainda um pouco de ilusão nas marcas deixadas depois de mais uma noite sem vc.


Mas vc está longe... Num sonho... a me atormentar... por uma noite a mais.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

E no meio da multidão...


São personagens que se encontram distante de onde se pode alcançar. São olhares perdidos, almas assustadas entre a saudade e um abraço amigo. Pernas que vão. Pés que voltam sem um rosto conhecido para dizer pelo menos: oi. É só mais um caso de amor. Só mais uma esperança que ronda minha alma, pois longe está quem um dia entrou em meu coração.