segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sonâmbulo


Confundo o dia com a noite e vivo como um sonâmbulo a caminhar solitário com o sol a pino. Lembro que um dia, numa noite fria de verão vc chegou ao meu lado. Desconcertante momento de distração, deixei que caísse no chão meu último gole de razão que restava no copo, de vidro, que se espatifou aos seus pés espalhando todos meus sentimentos, que por tanto tempo guardei congelados em pequenos cubos de gelo. Mas vc nem notou. Limpou os respingos que te atingiram e saiu.

domingo, 19 de outubro de 2008

Atenção!! Atenção!!!


Atenção!!
Atenção!!
Hoje vai haver apresentação especial neste Canto Esuro.
Estréia hoje a farsa: Menino Bonzinho.
Estrelado por este que vos fala, a peça conta a história de um menino que se veste com sua melhor armadura, maquiado com seu sorriso mais forçado, distribuindo confetes de felicidade, só para fazer com que aqueles que não querem entender quem ele é, o que ele sente, descubram sua verdadeira essência, pois agora é tarde demais.
Ingressos antecipados, a preços promocionais neste mesmo canto.
Não percam!

sábado, 18 de outubro de 2008

Dia e noite


Hoje, foi o dia brincar com a noite e adormeceu quieto no interior de sua magnitude. Hoje, fui eu brincar com o amor e desfaleci diante de tanto extase. Não quero uma ilusão fantástica que quebre ao meio o significado das palavras doces dos enamorados, quero antes uma saída para esta forma de vida que me segue onde não quero ir. Levanto a cabeça, ergo monumentos e deixo que o tempo venha dizer onde foi parar vc. Mas a lógica de um dia amante da noite acaba com todos os meus sonhos e me traz a realidade de que um dia talvez eu vá dormir desfalecido nos braços de um eterno amor.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Socorro!!


Eu peço socorro
pela noite que não quer se acabar
pelo dia que não tem fim
pela brincadeira que não deveria existir.

Eu peço socorro
pelo grito silenciado em lágrimas
pelo amor não existido
pela verdade escondida em falsas promessas de um dia ser feliz.

Eu peço socorro
pela vida miserável
pelo carinho dado como esmola
pelo toque que fere a alma como um espinho.

Eu só peço socorro...