domingo, 28 de setembro de 2008

Brincadeira no fundo do quintal


Ainda brinco no fundo de um quintal cheio de pedras que machucam não só a minha pele mas tbm meu coração. Brinco de passear por países que um dia ousei imaginar, para tentar afugentar as lembranças que não deveriam existir. Brinco de amar, criando personagens que nunca vão existir, para afugentar do meu coração a solidão. Brinco de vestir armaduras, cada qual mais brilhante que a outra, só para não deixar que vejam as marcas de um passado desfigurado e sombrio que toma meu ser e afugenta as pessoas. E mais um dia se passa no mesmo fundo de quintal, na mesma brincadeira ferir a alma e matar de vez o menino que nem em lembro mais de ter sido.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Mãe! Desculpe por ser mal



Desculpe Mãe! Sei que não sou um bom menino. Sou um menino mal, que mente, desobedece... . Mãe... vc se lembra daquele dia? Aquele dia no fim de uma tarde de primavera que eu neguei a sua presença? Naquele dia eu fui onde nunca deveria ter ido. Invadi o Jardim Secreto da Maldição, atravessei a Floresta Encantada a Morte ou simplesmente fui convencido a brincar de morrer no fundo do quintal. Mas eu tinha apenas 8 anos, Mãe! e tive que decidir entre vc e meu algoz. Sim, eu me vendi por uma garrafa de guaraná. Sim, eu me calei com medo, com vergonha... Mãe eu tentei lutar, mas quando em total desespero comecei a chorar, a única resposta que eu tive foi: Fica quietinho, já tá terminando. Mãe eu sei que sou um menino mal, mas ao contrário do que vc me disse, DEUS não vai me castigar por ser tão mal assim, sabe por quê? Porque quando ELE me viu naquele lugar, suas lágrimas caíram. ELE viu meu desespero quando olhava a janela de casa, esperando que vc abrisse e me tirasse daquele lugar. Mas ela permanece fechada até hoje. E quando me escondi naquele porão escuro e úmido ELE foi o único que esteve comigo. E por cada lágrima que derramei nas noites de terror que passei em silêncio, só ELE esteve ao meu lado. Mãe, não te culpo por nada afinal vc é mãe e nunca suportaria saber que mataram seu filho bonzinho e que nasceria ali um menino mal.

domingo, 21 de setembro de 2008

Desde a útima noite


Meu coração dói, quando penso na última noite de felicidade que tive. Não foi nada em especial. Sentei ao seu lado, ri do seu sorriso e vi nos olhos mais brilhantes a força que tem o amor. Foi um dia de paz que deixou meu espírito livre. Ansioso espero vc voltar. Não nos dias cinzento que cobrem minha visão, mas no escuro absurdo das noites em claro que deixo o sono seguir em frente enquanto as lágrimas despencam num pranto silencioso e ridículo de se ver. Foi especial ter vc ao meu lado, mas não restou um lado depois que vc foi embora. Agora deito a cabeça num travesseiro enquanto seu corpo vai repousar distante. Livre de vc, me vejo sozinho agarrando em olhares, que me confundem, me enganam e me fazem pensar que posso ser feliz.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Poesia para jogar no lixo


Hoje escrevi uma poesia para jogar no lixo junto com meu coração. Não precisei de versos, não precisei de rimas para escrever. Bastou manchar com meu sangue, deixar que escorresse a alma pela pena e descrever o olhar que passou, o sorriso que se foi, a lágrima que caiu. Assim foi a poesia feita para embrulhar o meu coração,assim joguei no lixo minha última paixão.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Risco no céu


Risco no céu uma estrela de brilho intenso para acordar quem não precisa de mim. Longe vai o meu caminhar a procura de vc. Longe está minha alma cansada de tanto acordar sozinha em mais uma manhã de puro entardecer.Ainda descubro em qual coração maldito vc foi morar. Ainda te encontro numa rua sem saída para nós dois. Então vou riscar no céu mil estrelas incandescentes e acordar o mundo só para te dizer: Eu te Amo!

sábado, 6 de setembro de 2008

Adeus amigo...



Oi amigo o que fazes da vida? Das noites insones que deixamos o tempo passar em conversas distintas de amor, solidão, tristeza e dor que se uniam em um só lamento? Conta-me o que tem sido estes dias longe. Das paisagens sonhadas mas nunca vividas que um dia traçamos conhecer. Diga-me o que sentes, quando no fim de mais uma noite, deixava o cansaço tomar o meu corpo para enfim poder me afastar de sua presença. Fala-me do seu coração ferido e de sua alma machada que juntos um dia conseguimos juntar em ilusões perdidas. Recorda-me dos risos incotroláveis das madrugadas frias que vinham secar as lágrimas que acabavam de molhar a minha face.


Amigo!
Amigo!
Amigo...

Foi embora meu amigo...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Abuso Sexual Inafntil, vamos acabar com isso

Clique na imagem para ve-la ampliada












Estas imagens fazem parte de uma campanha, do Centro de Referência da Criança e do Adolescente contra o Abuso Sexual Infantil e a Pedofilia, que foi premiada. Deixo que as fotos digam por elas mesmas o que isso significa.



Só deixo duas perguntas: mesmo sendo uma campanha premiada, alguém já viu estas imagens sendo divulgada em alguma mídia?
Até quando a sociedade vai fechar seus olhos?

O que vc não vai ver



Se vc visse a minha dor, entenderia o que eu quero dizer quando em silêncio deixo um olhar se perder . Foi com essa mesma sensação que um dia deixei que o mundo fizesse de mim meu próprio carrasco. Caminhei sozinho, catando migalhas de atenção. Criei um ser maquiado de felicidade e malícia para esconder o que meus olhos não poderiam denunciar. Vestido com as armas para ser normal, deixei a vida me conduzir para este abismo de solidão. Inverdades criadas, para num segundo após o teatro fechar sua cortina, descobrir que o holofote de mais uma ilusão se apagou. Mentiras ditas com tanta certeza que a realidade se confunde com o sonho de um dia ser feliz. O corpo cansado se entrega a mais uma noite de solidão e o amanhecer traz a dor por saber que ela ainda está ali, não foi embora com o sol da manhã, mas se senta impiedosa e senhora da situação na mesa do café da manhã. Mas minha dor está escondida em lugar que vc nunca vai chegar e sem vê-la nunca vai entender o que eu quero dizer quando se perde meu olhar.