sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Despedida


Hoje resolvi desistir da vida, morrer um pouco, deixar que os sonhos escorram por entre meus dedos, vermelhos como sangue que sai da minha veia. Não vou chorar, nem maldizer o mundo que um dia escolhi para viver, quero só estar em paz com aquele que nunca fui. Um dia amarrado em ilusões deixei cair no chão um pedaço de papel que tinha um nome escrito e que não poderei nunca mais pronunciar. Vem de longe essa minha vontade de não existir mas só agora percebi o quanto é importante isso acontecer. Então deixo minhas coisas para aqueles que um dia estiveram tão perto de mim mas nunca sequer me olharam. Deixo meu olhar futivo e inocente para aquele que um dia não soube respeita-lo e o arrancou de meu peito como um souvenir de colecionador. Deixo meus sonhos para aqueles que por estarem tão longe souberam chegar até mim e tocar o meu coração iluminando minha alma fazendo me sentir eu mesmo sem mascaras. E deixo meu amor... bem esse eu não deixo para ninguém pois nunca amei.

2 comentários:

Dai Gothic Angel disse...

Despedidas sao sempre profundas
assim como suas palavras
mais uma vez...
Fico sem palavras
bjus

Renato disse...

Oi Dai!
É despedida é uma coisa complicada mesmo, tanto para quem parte quanto para quem fica.
Obrigado mais uma vez pela sua visista e fique a vontade para voltar quando quiser
Bjos!