domingo, 28 de setembro de 2008

Brincadeira no fundo do quintal


Ainda brinco no fundo de um quintal cheio de pedras que machucam não só a minha pele mas tbm meu coração. Brinco de passear por países que um dia ousei imaginar, para tentar afugentar as lembranças que não deveriam existir. Brinco de amar, criando personagens que nunca vão existir, para afugentar do meu coração a solidão. Brinco de vestir armaduras, cada qual mais brilhante que a outra, só para não deixar que vejam as marcas de um passado desfigurado e sombrio que toma meu ser e afugenta as pessoas. E mais um dia se passa no mesmo fundo de quintal, na mesma brincadeira ferir a alma e matar de vez o menino que nem em lembro mais de ter sido.

8 comentários:

Lucas Nietzel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lita disse...

Excelente, amigo! Como ainda vives acorrentado ao sofrimento passado. Como ainda está tão vivo em ti esse sofrimento, esse conflito. Ainda o trazes para o dia a dia de tua vida atual e crias um texto tão rico em detalhes, em emoção. Parabéns!

Renato disse...

Oi Lucas!!
Quando será que sairemos deste quintal, né? Mas não perdi a esperança ainda não e ainda espero o dia que poderemos voltar a ser meninos num jardim sem espinhos.
Um abço meu irmão!!

Renato disse...

Oi Lita!!
Muito obrigado pela visita e pelo comentário. Pois é esse sofrimento sei que ele nunca vai morrer, então só me resta transformá-lo em poesia para aliviar a dor. Obrigado mesmo!

Thais disse...

E com o tempo as cicatrizes ficam no tom, quase-quase da cor da nossa pele, e as armaduras não são mais tão necessárias :)
E sei lá.. Uma hora o passado parece menos sombrio..

Saudade de você! ^^

Um beijo!

Renato disse...

Oi Thais!
É minha querida com o tempo e com o entendimento dos nossos sentimentos deixamos as marcas do passado mesnos expostas e começamos a descobrir que não somos um monstro e sim seres humanos.

Um grande bjo e muito obrigado!

Ana disse...

Infelizmente as cicatrizes ficam, nos marcam, e é quase impossivel nos livrarmos delas...
Mas a dor que um dias elas causaram já não precisa ser mais a mesma, a dor ameniza, as vezes até some...

Lindo poema...

Beijosss
=***

Renato disse...

Oi Ana!!
Infelizmente cicatrizes nunca vão sumir, vão sempre estar ali para nos lembrar do quanto vivemos, mas isso não significa que elas vão doer, com o tempo vão se tornar apenas cicatrizes e nem mais perceberemos que elas ali existem.
Obrigado por estar sempre aqui e pelo elogios!!
Um grande bjo!