sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Fechando um ciclo

Este é um post diferente do que estou acostumado a publicar aqui mas não poderia deixar de fazê-lo. Em novembro de 2008 eu terminava finalmente de escrever uma dos textos mais importantes da minha vida chamado Esquizofrenia. No dia 04 de abril de 2008, um domingo, levantei sem grandes perspectivas de que algo acontecesse, e então vim para o computador. Nessa época ainda não existia o Canto Escuro do Meu Quarto, apenas o extinto Olhos da Alma. Não sei o que aconteceu nesse dia, mas como se tivesse entrado num estado de transe, acabei escrevendo um post, onde ao invés de um texto poético, saíram diálogos que ha muito tempo eu travava dentro de mim, mas que nunca havia colocados em palavras. Pois bem, resolvi postá-lo imaginando ser apenas mais um post, portanto ao mostrá-lo ao meu irmão Lukas ele me fez uma pergunta que mudou tdo: "Quando vc vai escrever a continuação?" . Na hora fiquei sem ter o que falar já que não era minha intenção escrever uma continuação. Porém esta pergunta ficou martelando na minha cabeça por um tempo e mais uma vez do nada me veio o que seria o segundo e o terceiro capítulos. Foi então que eu percebi que este texto deveria ter um espaço especifico e em junho de 2008 criei o blog Projeto Esquizofrenia e aquele post que era para ser único se desmembrou em mais 7 capítulos, contando o conflito de duas almas presas em um mesmo corpo. Mas a história deste texto não termina por ai não. Um dia conversando com um amigo sobre escrever peças de teatro me veio a mente a possibilidade de adaptar o texto em questão. E num é que deu certo? ( se ficou bom ou não isso já é uma outra questão). Chegou-se até a cogitar a montagem dela, porém acabou não dando certo. Até que durante a escolha de um texto para ser apresentado no festival de cenas de teatro, o mesmo amigo que me deu a idéia de adaptá-lo para o teatro sugeriu que a gente participasse do festival com uma cena da peça. Resultado, a peça ganhou como melhor texto inédito e ainda rendeu mais uma apresentação durante a feira do livro da cidade. Enfim, vc deve estar se perguntando pq estou contando tudo isso. Pois bem contei tudo isso porque hoje decidi fechar de vez o Projeto Esquizofrenia. Depois de mais de um ano no ar, sinto que chegou a hora de finalizar ele e não poderia de jeito nenhum deixar de registrar aqui tudo que significou para mim e é lógico agradecer algumas pessoas especiais: Gê(http://gaiamulherdefibra.blogspot.com/), Tárcio (http://lixo-e-purpurina.blogspot.com/), Lilian (http://bebidaeamorsemgeloporfavor.blogspot.com/), Dai Gothic Angel, Anjo Vermelho, que deixaram comentários no blog e que estarão para sempre guardados em meu coração e também a todas aquelas pessoas que um dia passaram por lá e não deixaram nenhum comentário. E mais do que lógico, deixar aqui a minha homenagem ao meu querido irmão Lukas (http://anovacela.blogspot.com/), pois sem o seu incentivo isto tudo nunca teria acontecido e ao meu grande amigo Edi que proporcionou a realização do sonho de levar, mesmo que apenas uma cena, este texto para os palcos.


O vídeo abaixo fazia parte do texto representando o sonho que o corpo tem logo depois que uma das almas mata a outra e então ela se percebe sozinha.


video


O vídeo abaixo é a cena que foi montada e apresentada na feira do livro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Untitle #12


Há um cansaço incomum em minha mente. O pensar se torna distante frente a acontecimentos esquecidos por nunca te-los vivido. Deixo que o movimento irracional dos meus dedos venham dizer o que meu coração é incapaz de demonstrar. Ainda dói lembrar daquela noite, única em delírios de puro amor contido. Ainda desce pela minha garganta as lágrimas de um dia ter entendido que não fui preparado para o amor, e entre delírios, sonhos, e devaneios febris vejo uma imagem se materializar em minha retina, sinto uma boca retirando-me o ar quando toca suavemente os meus lábios, e uma corrente elétrica toma meu corpo em espasmos quando sinto um toque a me aprisionar em braços que não sei quem são...



...sombras do desconhecido que me reconhecem no meio do caminho...


...vento que sopra no interior de minha mente arrastando os sonhos que ainda restam.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Untitle #11


Acho que esquecestes de mim... ou seria eu que esqueci que não existo mais.
Mataram aquele que um dia veio aqui com os olhos brilhando de esperança,
com o coração sangrando mas avido por sua cura
e com os olhos presos em palavras que pareciam verdadeiras.
Mas há o silêncio,
há o ser esquecido,
há o ser deixado para trás
(maldições de berço).



Então, não esquecestes de mim, apenas esqueci de dizer que neste canto sombrio só há um cadáver de que não merece sequer ter alguma atenção.

domingo, 29 de novembro de 2009

Untitle # 10


Eu só viveria, se assim fosse, possivel amar.
Deixaria de lado todas as questões que rodeiam meu itinerário de sobrevivencia e acabaria apenas embarcando nessa viagem de sentir o peito abrindo em flores que trouxe para vc.


Eu só viveria, se assim fosse, possivel amar.

Deixaria os brancos e palidos dias de rotina percorrer os horarios de eternidade, só para conter em meu ser a ansiedade de poder estar ao seu lado.


Eu só sobreviveria assim se fosse possivel amar.

Mas o amor se encontra do outro lado do muro, por onde espio, venero, desejo...




... mas fui impedido de atravessar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Paz


Se por acaso passares por aqui não esqueça de deixar em paz meu coração. Não me lembre daquela noite, não me digar que o amor existe, não me iluda que sou especial para vc. Deixe que ar impuro que entra em meus pulmões, arranque qualquer sinal de sua existencia, todas as lembranças, todos os sentimentos. Agora é tarde para um recomeço, agora é tarde para voltar a viver... Por isso se por acaso passares por aqui...


...não se esqueça....




...deixe em paz meu coração.

Intenso


Intenso seria se eu dissesse que te amo, mas não, acabou no segundo após o ultimo beijo. Talvez eu tivesse te matado dentro de mim, quem sabe até fingido que nada aconteceu... E num segundo sem volta vi seu rosto distanciar num sorriso gélido de quem parte sem dizer adeus. Foi ai que entendi o que meu coração insiste em não acreditar...


....que um dia te amei, ....



...intenso como o segundo após o ultimo beijo.


Este poema é em homenagem a unica vez que eu senti que existia o amor exatamente a um ano atras.

domingo, 15 de novembro de 2009

A cor da poesia


Poesia branca no vapor que escorre pelo espelho.
Imagem distorcida do que uma dia se transformou.
O brilho dos seus olhos não se acha mais,
a força de seu sorriso se esvaiu,
forçado,
minguante...
e sua alma manchada
presencia um largo corte entre a mão e braço.

Poesia vermelha que escorre pelo ralo.
Mancha de carmim que se espalha no azulejo,
sugando de vez o ar que o sustenta lembrando:
inocência no fundo do quintal,
amor descartável
prazeres usados, mastigados e jogados no lixo...
e sua alma manchada
presencia um largo corte entre a mão e o braço.

Poesia negra que escorre pelo olhar.
Pupila dilatada sem euforia.
Coração acelerado sem paixão.
Um gosto amargo que sobe a boca:
_ Eu só queria não sentir o que eu sinto, me desculpe Mãe
palavras machucam mais que um punhal,
agora é tarde para se arrepender,
e sua alma manchada
presencia um largo corte entre a mão e braço.

Já não há mais poesia.
Só resta o silêncio...





e alma imaculada
presencia o largo corte ...



...das correntes.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Perguntas e resposta


Será que um dia eu terei a capacidade de perdoar?
Pelo medo que me causou
Pelos pesadelos que me criou
Pela infancia que eu perdi?

Será que um dia vou poder esquecer?
A vergonha que eu senti
A culpa que carreguei
A dor que me matou?

Será que um dia vou voltar a viver?
Vou saber o que é o amor
Vou voltar a confiar
Vou poder me entregar?

Não! acho que nunca vou ser capaz de um dia ter de volta tudo aquilo que me roubou.
Pois, mesmo longe dos meus olhos ainda vejo aquele olhar assassinando a inocencia de um menino.


É meus queridos, não se assutem. A tempos venho tentando postar algo aqui e não tem saído nada que preste por estar tentando mascarar o inevitável. Desculpem por voltar assim, queria poder postar algo diferente mas não tá dando. Foram abertas as portas do meu inferno.

Desculpe!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

E se um dia eu fosse embora?



E se um dia eu fosse embora?... tava pensando nisso hoje.... talvez deixar prá tras todas as angustias e lamentações, buscar correr em campos de ilusões perdidas e criar meu mundo paticular, para só, enfim poder viver.

E se um dia eu fosse embora?... tava imaginando isso hoje... talvez deixaria um vazio neste lugar comum onde as persepções estão voltadas para aquilo que apresentamos ter? revelaria pelo menos uma vez a dor que sinto agora e que por mais explicito aprecça não é vista por aqueles que me rodeiam?

E se um dia eu fosse embora?... tava devaniando nisso hoje.... talvez descobriria onde se esconde meu verdadeiroa amor, em que olhos brotariam lágrimas de arrependimento por não ter se aproximado de mim.


Mas se um dia eu fosse embora...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Menino...


Um dia, ainda menino, sentiu que o mundo ao seu redor ainda poderia ser maior que os sonhos que se debruçavam sobre a cabeceira de sua cama, a noite, antes de dormir. Menino encantado com os dias ensolarados de primavera que corria sem medo, na inocência pura da brisa que tocava seu rosto. Mas que um dia ousou bricar com sentimentos descontraidos e...






...se queimou de tanto imaginar como seria viver o amor
.